quinta-feira, 3 de julho de 2008

With a little help from my friends

Nos dias em que realmente precisamos de amigos e eles não estão por perto, é quando finalmente cai a ficha de sua importância. Aquela conversa descontraída, porém de uma profundidade única em uma mesa de bar, equivale a mais de mil psicólogos juntos tentando te empurrar Prozac goela abaixo.

A presença de pessoas que você tem a mais absoluta e completa certeza que irão te ajudar não importa a merda que você tenha se metido até os ombros e o companheirismo na hora que perdemos pessoas que amamos. Porém amizade verdadeira é muito difícil de achar, conhecidos temos aos milhares mas na hora que o bicho pega é que sabemos quem são os verdadeiros companheiros.

Esqueça conhecidos de Orkut, de Chat ou de MSN, coloque a cara para fora e dê uma chance da vida lhe oferecer estas pessoas que aparecem poucas vezes e que nos marcam como cicatrizes profundas que você não quer tirar.

Para todos aqueles que amo como amigos ou amigas deixo aqui meu eterno agradecimento por me suportarem e por me apoiarem nas mais esdrúxulas aventuras de minha vida. Não preciso citar os nomes, pois os interessados sabem quem são.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Animais à solta

 Juliano Rocha

No começo de todo sofrimento está a ignorância. Destruindo tudo à sua volta ela digere famílias, amizades e seres que estavam trilhando o caminho que escolheram.

Tememos aquilo que desconhecemos, portanto o medo é uma força vil e potente que nos consome diariamente desde o princípio dos tempos, o que anda em voga é a violência nas cidades que acompanhamos aumentar diariamente. O mundo ficou mais selvagem ou nos tornamos mais conscientes do nível de certas pessoas que chegam no limite da involução.

Animais no trânsito, animais no trabalho, animais nas ruas, soltos e prontos para atacar a qualquer momento o mais desavisado ser que experimentar cruzar seus caminhos. Lei da Selva eles bem que gostariam mas não conseguirão amedrontar aqueles que respiram atentamente e caminham calma e graciosamente pelas ruas dando o mais largo sorriso e um alto: Bom Dia!

sábado, 17 de maio de 2008

Heróis e vítimas

Em algum dia os pais resolvem deixar o papel de heróis invencíveis aos olhos de seus filhos e transformam-se em candidatos à vítimas, pedido desesperadamente nossa pena.
Pena, um sentimento que abomino, pois ele não traz nada de construtivo, apenas um olhar triste do observador e talvez um comentário inútil de: "Coitadinho!". Sou muito mais simpático ao sentimento compaixão, que é uma atitude que nos faz construir algo e nos movimentar para ajudar quem precisa e não simplesmente sentir pena por quem está passando por uma situação difícil ou desesperadora. Só existe uma coisa pior que pena pelos outros e é a pena de si próprio, sentimento muito em alta nos dias de hoje. Não se procura mais a compreensão e uma ajuda para transformar as adversidades em aprendizado, mas em uma piscina em que se nada e eternamente esperando que algum dia alguém jogue uma bóia para nos salvar.
O dinheiro que falta para boa parte da população brasileira nos dias de hoje não é desculpa para parar de funcionar e cair em um estado de auto-comiseração onde tudo que importa é a reclamação inútil e não produtiva. O mundo é feito de ações e suas respectivas conseqüências, então parem com o choro de pena e ajam contra qualquer que seja o mal que os assola neste momento. NADA é impossível, somente mais ou menos difícil exigindo uma mente mais concentrada e forte para construir a escada que nos leva à elevação e ao sorriso que nunca deveria sumir de nossos rostos.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Nessun Dorma



Quando tudo é tumulto em volta e nada mais faz sentido, uma voz me chama do outro lado de um grupo fechado de árvores. Ao atravessar a mata fechada se encontram dois sapos, um comandando uma orquestra de gafanhotos e o outro cantando com a mais bela voz de tenor que seus ouvidos jamais escutarão.
Toda a floresta silencia, o leão chora emocionado, as vacas param até de ruminar para ouvir melhor esta voz angelical que massageia tanto o cérebro como levita a alma. Os dois sapos são feios, cheios de verrugas, gordos, desajeitados e com uma coloração que lembra um excremento qualquer, porém sua aparência não demonstra seu valor.
A manta de chumbo que parecia cobrir todo meu corpo e evitar meus movimentos em direção ao meu objetivo parece ser levantada e meus ombros e rosto finalmente voltam a posição ereta e confiante que possuíam no início da jornada.
Nada melhor que dois sapos feios para elevar o espírito de qualquer um que esteja se arrastando para conseguir continuar em seu caminho.
Abaixo segue a letra traduzida dessa obra genial de Puccini:
Ninguém durma!Ninguém durma!
Você mesma,ó princesa,
Em seu frio aposento
Olhai as estrelas que tremem de amor
E de esperança...
Mas meu mistério está escondido em mim,
O meu nome ninguém saberá!
Não,não
Sobre a tua boca o direi,
Quando a luz brilhará!
E o meu beijo matará o silêncio
Que te faz minha!
(Coro)
O seu nome ninguém saberá,
E nós devemos,ai,morrer,
Morrer...
Acabe,ó noite,
Desapareçam estrelas,
Desapareçam estrelas...
De manhã vencerei,
Vencerei,
Vencerei!

terça-feira, 25 de março de 2008

Tempo distante

O tempo que passo longe deste blog é o tempo que passo ignorando minha mente. Todos os gritos anseios e idiossincrasias de meu cérebro se envolvem transformando-se em uma bola de pó que vai crescendo conforme deixo ela voar com o vento da não meditação.

Quando paro e penso, quase enlouqueço, pois o barulho de minha mente é tão alto que dá medo de abrir a porta que me mostra o que acontece na alma deste ser. Tomei decisões difíceis nos últimos meses e todas elas me tornaram uma pessoa mais alegre e em paz com o que acontece em minha vida.

Estou trilhando um caminho difícil, na verdade o mais difícil que poderia escolher: o caminho reto. Aquele no qual não fazemos os desvios que os outros querem que você faça, mas somente dando passo após passo na direção que eu escolhi e que beneficiará a mim e as pessoas à minha volta. Neste momento sou julgado e questionado por todos, menos a pessoa que já faz parte de minha alma, que eu amo e venero.

Voltei para esse blog continuarei nele e o antigo foi oficialmente enterrado junto com todas as experiências lá descritas.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

4 da manhã

Here comes the Sun

Acordar 4 horas da manhã e ouvir pequenos pássaros já cantarem bem antes do nascer do sol me animou. No escuro mesmo pensei em praticar meditação. Mas como não dormir sendo que não havia dormido por mais de 24 horas seguidas?

Não aceitei esta argumentação de minha mente negativa e fui em frente... emprestei meu relógio novamente do Gilberto e coloquei o timer para 15 minutos em loop. Estendi o E.V.A. pelo chão, acendi o incenso de bambu e comecei a praticar Yoga durante 30 minutos para ter o alongamento e a concentração necessárias.

É incrível como a sensação do ar da manhã no corpo faz com que todas as células acordem e queiram se exercitar. No escuro a inteorização da mente é mais potente e a velha sensação de sentir todos os pontos do corpo retorna, não mais cego e surdo para os apelos do corpo. Começo minha própria prática, seguindo os pedidos das juntas e músculos atrofiados pela falta de exercício, o equilíbrio é pobre, mas vamos em frente. 15 minutos apita o relógio e estou quase no meio da prática que termina antes do próximo apito e faço uma breve descontração.

Toca novamente o relógio... está na hora de transformar o E.V.A. em templo de meditação. Cumprimenta-se o local da prática, senta-se com as pernas em lótus, coluna ereta, cabeça olhando para a frente e os olhos para o chão semi-cerrados. Respiração profunda e adentro em meu silêncio.

Silêncio do barulho, da confusão mental de quem não pára de pensar, o cérebro como uma criança birrenta tenta de tudo para não deixar o silêncio entrar, ele provoca, traz músicas, pessoas, filmes e idéias novas, porém nada me fará sair deste mundo perfeito onde entramos na meditação. A mente deixa de ser somente um palco e transforma-se em elemento que pode e deve mudar tudo à sua volta.

Toca o relógio... hoje por ser o primeiro dia foram apenas 15 minutos, amanhã serão 30. Levanto-me e vou tomar o café da manhã às 6 horas. Chá verde e pão árabe... nada como combinações de frutas, pães e líquidos das mais diversas origens do mundo. Terminado tudo chega a hora de agradar a gata Lua que passei pelo corredor pedindo a atenção negada pela sua dona.

A distância

kids

O tempo que passei distante do blog, foi um tempo de não prática do Zazen, porém de muita prática do Zen em cada atividade diária. É impressionante como se pode aplicar conhecimentos em tudo que existe, nada além de fazer a energia circular e ver as coisas como elas realmente o são.