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terça-feira, 11 de setembro de 2007

Só as mulheres salvam

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As mulheres são a salvação, o caminho para a iluminação e o motivo de minha sanidade estar voltando e sendo reconstituída. Temos a Monja Coen que me ensina a ser cada vez mais um indivíduo que merece evoluir e reconhecer que preciso alterar diversas atitudes. Temos a Oriane que com nossas conversas lógicas chegamos em acordos e consigo andar de cabeça erguida em meio ao tiroteio. E finalmente a mulher vermelha, Dani, que surgiu como uma chama em um campo de palha e se espalhou com o sopro do vento da paixão. Amiga, amante, conselheira, parceira, cúmplice e motor que empurra este velho trator enferrujado aqui.

Só posso colocar aqui uma palavra que serve apenas para reconhecer os seus esforços e revelar um pouco da gratidão eterna que se olharem bem podem observar em meus olhos: OBRIGADO.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Balanço Químico


Acordar cedo. Tomar dois comprimidos. Andar até a cozinha e escolher entre café expresso ou instantâneo, enquanto o vapor sobe com o aroma forte da manhã penso em listas mentais de afazeres do dia.
  • Ler os livros sobre o Zen.
  • Praticar meditação (pelo menos 20 minutos).
  • Ir até os locais de prática de meditação e conversar com as pessoas que fazem.
As vontades não seguem o mesmo caminho, a mente divaga, o olhar se perde no horizonte colorido de uma tela, computador ou TV, e os atos não são tomados.
Após o almoço, outra pílula. Me sinto um personagem do Requiem Para um Sonho, consigo ler alguns capítulos da Monja Coen que me inspiram de uma maneira absurda e me fazem refletir e pensar na grande peça que é a vida que encenamos diariamente. Preciso parar de olhar para o olho do problema e relevá-lo. Esquecer a dor, transformar a raiva em força de mudança e a tristeza em amor. Amor pela vida, pelas minhas criações e pelas pessoas que me cercam.
Mas ainda não cheguei neste nível de evolução, ainda sinto a dor, a apatia e a vontade de pegar a mochila e sair zanzando pelo mundo que me cerca. Dos três tópicos acima cumpri dois. Quem sabe amanhã não cumpro os três?